Este espaço contém as informações do projeto de montagem da peça teatral PAISAGEM MARINHA de Edward Albee com direção de Regius Brandão e produção de Gisele Lery em fase de pré-produção e com estreia prevista para este ano em Porto Alegre.
Quando Albee escreveu Seascape
(Paisagem Marinha) ele escreveu. Ele imaginou uma peça de teatro, ele imaginou
os personagens, o lugar, as situações. Quando reunirmos o elenco, lá no palco,
nós vamos agir. Nós vamos descobrir na prática como é a vida de Charlie e
Nancy, Leslie e Sarah. E fazendo isso nós vamos recriar um recorte de um mundo
imaginado por Albee. Este mundo que vamos criar e mostrar uma parte, uma tarde
como na peça, é como um metaverso que nossos avatares habitarão por um tempo que lhes for permitido pelo
público. Uma peça de teatro é sempre um
salto que nós os atores damos no escuro e sem rede. Ao público, no que concerne ao salto, cabe
apenas sentir o calafrio na coluna vertebral. Eu gostaria que o público deixasse a sala com
desejos no coração. Desejos de que lá
fora, a vida se tornasse mais repleta de tudo que realmente importa.
Em Paisagem Marinha um casal de meia idade discute a
possibilidade de dar um salto na direção de realizar alguns daqueles tantos
sonhos que guardamos pra realizar quando nos damos conta que mais um dia pode
ser tarde. Mas mesmo diante disso eles estão divididos. Um quer; o outro
não. De repente eles são surpreendidos
pela “visita” de um casal de lagartos saídos do mar e que falam a mesma língua
que eles. Nesse momento a língua é que os une. É o que permite que as
experiências por mais distintas possam ser compartilhadas.
Quem me acompanha no teatro sabe que meu tema preferido é o
casamento. De certa forma o de Albee também, assim como a comunicação. Ou seja,
as dificuldades que encontramos num e noutro.
Albee vai fundo nesta questão: destrói o edifício em que as relações
acontecem e os deixa morando nas ruínas. Nesta peça ele também nos oferece um
certo tom de comédia, o que é raro em sua obra,
e que me fascina em tempos tão sombrios. Não tenho preferencias entre
drama e comédia. Prefiro sempre uma boa peça, mas poder rir em alguns momentos
também pode ser muito saudável. Albee acreditava que a arte deveria ter uma
utilidade, mesmo longe de ser um utilitarista.
Suas peças, e especialmente esta, estão carregadas de algo fantástico
como o filho imaginário de “Quem tem Medo de Virginia Woolf?”; o amor de um
homem por uma cabra em “ A Cabra Ou Quem É Silvia?”. Este fantástico e a
fantasia que ele suscita nos move como nos sonhos e talvez isso seja uma saída
pra um teatro que precisa de novo encontrar sua plateia.
Tenho muitas preocupações quando começo a dirigi r ou a atuar
numa peça, a principal é sempre se eu serei capaz de conseguir tocar o
coração do espectador. Se conseguirmos
tocar uma pessoa na plateia a missão já estará cumprida.
Até a estreia!
Regius Brandão - Diretor
“Uma peça de um autor consagrado mundialmente,
cujo texto ganhou o prêmio Pulitzer quando foi lançado, inédito no Brasil, sem
dúvida foram fatores que pesaram na nossa escolha por Paisagem Marinha. Contudo,
foi a temática existencialista, que dá à peça uma dimensão atemporal, recheada
de conflitos universais o fator preponderante.
Após longo período sem produções, com os teatros
fechados, pensamos que trazer ao público uma peça de caráter psicológico com a
qual todas e todos possam se identificar de alguma forma, seja uma opção para
encher as casas de espetáculo novamente.
Paisagem Marinha fala de sonhos e frustrações;
de amor e ódio; de intolerância e aceitação e outros tantos conflitos humanos
apresentados de forma incomum, num misto de teatro do absurdo e comédia que, no
nosso entender, prenderá o público do início ao fim do espetáculo.
Albee expõe tudo isso com maestria, alternando
profundas reflexões com cenas de humor, leveza, exaltando a beleza do singelo
que há nas criaturas marinhas e revelando-nos o que pode haver de comum entre
elas e o complexo ser humano.
O mais interessante de tudo, porém, é que o
autor não dá respostas: ele entrega essa missão ao espectador que sairá do
teatro com muito a refletir”.
Gisele Lery, atriz
e produtora
Ela sonha em morar à beira-mar, viajar, viver intensamente o tempo
que lhes resta viver. Ele resiste, declara seu cansaço e sua vontade de
simplesmente não fazer nada.
De repente, eles são surpreendidos por duas criaturas saídas do
mar. Um casal de lagartos, Sarah e Leslie, que decidiram deixar as profundezas
do oceano para viverem em terra. O medo inicial, e depois a suspeita de uns
sobre os outros, logo são substituídos pela curiosidade e, em pouco tempo, os
humanos e os lagartos (que falam admiravelmente a língua dos humanos) estão
engajados em um diálogo fascinante e ao mesmo tempo divertido. Os lagartos, que
estão em um estágio muito avançado de evolução, estão contemplando a
possibilidade aterrorizante, mas emocionante, de embarcar na vida fora da água;
e o casal, para quem a existência se tornou monótona e rotineira, tem as
respostas para suas perguntas mais urgentes. Essas respostas são dadas com
calor, humor e eloquência poética, e com reverberações emocionais e
intelectuais que perdurarão no coração e na mente por muito tempo depois que a
peça terminar.
ELENCO
E DIREÇÃO
Regius Brandão
como Charlie
Gisele Lery
como Nancy
Luciane Panisson
como Sarah (lagarta)
Djayr Ferreira
como Leslie (lagarto)
Direção
Regius Brandão
Diretor Assistente Convidado
João Pedro Gil
Regius Brandão (Porto Alegre,1956) é ator, diretor, autor e produtor. Inciou sua carreira no teatro em 1979 no Curso de Formação de Atores Teatro do Círculo Operário de Porto Alegre. Como ator participou de mais de 40 espetáculos de reconhecida importância no cenário artístico e cultural, entre eles: O Rei da Vela de Oswald de Andrade com direção de Nestor Monastério (1980), Merlin, A Terra Deserta de Tankred Dorst com direção de Arines Íbias(1983) , Marat-Sade de Peter Weiss com direção de Juan Sosa e Nestor Monastério (1982), Um Inimigo do Povo de H. Ibsen com direção de Dilmar Messias (1993), Nietszche no Paraguay de J. Zanotta com direção de Carlos Cunha Filho(1986) , O Prudente Presidente de J. Zanotta (1988), Dom Quixote & Dulcinéia de sua autoria e direção (1987)), Casamento Aberto, Quase Escancarado de Dario Fo e Franca Rame com direção de Carlos Alsina (1994), Quartett de Heiner Muller com sua direção (1995), Foi Bom Pra Você? Com textos de Luis Fernando Verissimo e direção de Wlady Soares, Supérfluo Abandono um solo de sua autoria com direção de Nelson Magalhães (1991).
Entre seus trabalhos como diretor, mereceram grande
destaque:
Zum Ou Zois
de Carlos Meceni e J.M. Padovani (1985) Dom Quixote & Dulcinéia de
sua autoria (7 indicações ao Prêmio Açorianos de Porto Alegre), Criador
Versus Crituras de Érico Verissimo produzido Secretaria de Cultura de Porto
Alegre, Quartett
de Heiner Muller (6 indicações ao Açorianos Prêmio de Melhor Iluminação
para João Acir), Com Açúcar, Com Afeto, Até Que Caia O Teto de sua autoria (Primeiro
lugar na categoria teatro para financiamento do FUMPROARTE de Porto Alegre), O Pintor de sua autoria (7 indicações
ao Troféu Tibicuera em Porto Alegre e prêmios de melhor ator e melhor trilha
sonora original).
Em
2005 se transfere de Porto Alegre para Florianópolis e faz temporadas
sucessivas de duas de suas criações Supérfluo
Abandono e O Pintor. Em Aracajú
em 2007 tem seu projeto de adaptação e montagem de A Cidade E As Serras de Eça de Queiróz numa peça intitulada Singularidades de Uma Civilização
contemplado no Edital de Fomento Ao Teatro da FUNCAJU – Prefeitura de Aracajú-
SE e tem sua estreia em 2007 no Teatro Ateneu.
Em Florianópolis produz, dirige e atua em uma nova montagem de Casamento Aberto, Quase Escancarado de
Dario Fo e Franca Rame (2009) e que faz sucessivas temporadas e turnês
incluindo uma temporada no Teatro Commune de São Paulo. Em 2013 abre o Teatro
Sol da Terra na Lagoa da Conceição em Florianópolis e estreia Tudo É A Razão De Ser da Minha Vida um
espetáculo com canções e poemas a partir da obra de Fernando Pessoa. Em 2015 dirige, atua e produz a peça Destempo do consagrado autor argentino Eugênio
Griffero encenada em uma casa no centro de Florianópolis. Ao lado do ator Lui
Strassburger produzem e atuam em Um
Corpo Estranho Entre Nós Dois de Josué Guimarães com direção de José
Ronaldo Faleiro que estreia no Teatro da Santa Casa de Porto Alegre na
programação do Festival Porto Verão Alegre 2019. Em 2019 participa da leitura
encenada de O Tartufo de Molière com
direção de José Ronaldo Faleiro no papel
título no Círculo Artístico Teodora em Florianópolis e estreia ainda o
espetáculo solo Pessoa Absurda que tem sua trajetória interrompida pela
pandemia e logo é transformada numa temporada online e apresentada em sessões
pelo zoom durante seis meses.
Em
março de 2021 volta a residir em Porto Alegre e em janeiro de 2022 estreia o
solo Pessoa Absurda no Teatro Carlos
Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana na programação do Festival Porto
Verão Alegre onde inicia sua parceria artística com a atriz Gisele Lery.
No
periodo de 2004 e 2010 trabalha também nas cidades de Lisboa, Porto e
Matosinhos em Portugal onde ministra diversas oficinas de interpretação,
adaptação de obras para o teatro e apresenta duas de suas criações: Supérfluo Abandono no Sá da Bandeira –
Sala Teatro Latino no Porto (2010) e O
Irmão Gêmeo do Morto de sua autoria no Festival de Teatro Lusófono de
Matosinhos no Teatro Municpal desta cidade (2009).
Em
2013 em Florianópolis inicia uma parceria de cooperação com a Aline Borsari e Maurice Durozier do Théâtre
Du Soleil – Paris – França e passa a produzir suas oficnas e espetáculos em
Florianópolis e Porto Alegre. Palavra de Ator com Durozier e Borsari se apresenta
em Florianópolis numa parceria com o SESC-SC.
Ao
longo de sua carreira realiza estudos com importantes nomes do teatro, entre
eles: Nestor Monastério, Sonia Pellegrino, Beth Fano, Fernando Peixoto, Gerald Thomas,
Antunes Filho, Cécil Thire, Federico Wolff (Argentina), Mario Masetti, Ingrid
Koudela, David Hermann, Luis Otavio Burnier, Tankred Dorst (Alemanha) Eugenio
Barba (Dinamarca), José Wilker, José Possi Neto, Beatriz Segall, Jean Jacques
Lemetre (França), Aline Borsari, Yoshi Oida.
No
cinema já atuou em mais de vinte filmes entre longas e curtas, como Anita, Una Vita per Garibaldi de
Aurélio Grimaldi (Itália/Brasil), Águas
Mornas de Mauricio Venturi, O Amuleto de Jeferson De, Pequeno Segredo de David Schurmann, Os Senhores da Guerra de Tabajara Ruas,
Doutor Gama de Jeferson De, entre
outros. Atuou ainda em séries como Submersos
(produção Brasil- Argentina), Segredo
(série luso brasileira realizada pela RTP Portugal. Por sua atuação em O Amuleto de Jeferson De foi indicado
ao Prêmio de Melhor Ator no Cine PE e no
Grande Prêmio Brasileiro do Cinema. Fez também participações em telenovelas
como Avenida Brasil e Guerra dos Sexos da TV Globo.
link para site: http:/regiusbrandaoactor.blogspot.com
Gisele Lery, 62 anos, iniciou sua carreira artística em 1986 como
Gisele Peroni e participou ativamente do cenário cultural gaúcho como atriz e
produtora de teatro adulto, infantil e teatro-empresa. Fundou o Grupo de Teatro
Cartaberta dos Correios-RS, no qual atuou como atriz e produtora nas peças O
Planeta dos Palhaços, de Pascoal Lourenço, com direção de Sirmar Antunes,
em 1987; O Diabo Cospe Vermelho, de Maria Inez Barros de Almeida, com
direção de Sérgio Ilha, em 1988; Os Mistérios do Sexo, de Coelho Netto,
com direção de Toninho Vasconcellos, em 1990 (com esse trabalho ganhou o Prêmio
Açorianos de Melhor atriz 1990). Em 1992 foi Medeia, de Eurípides na
montagem de Toninho Vasconcelos, sucesso absoluto de público e crítica. Em 1993
compôs o elenco de Arlequim, servidor de dois patrões, de Carlo Goldoni,
com direção de Luiz Paulo Vasconcelos. Em 1995 participou como antagonista,
papel escrito especialmente para ela, na ópera pop Jacobina, uma balada para
o Cristo Mulher, de Hercules Grecco, direção de Camilo de Lélis. Participou
também de vídeos institucionais como A Doença do Humor, produzido pela
Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente e Hospital de Clínicas de Porto Alegre,
em 1989; O Bom e o Mal Atendimento, para o curso de marketing da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos, em 1988, o qual circulou em todo o Brasil.
No teatro infantil seus principais trabalhos foram com a Cia Halarde de Teatro,
sob a direção de Paulo Guerra em A Peça do Tilinho, em 1991 e A
Família Monstro, em 1994. No teatro-dança foi a protagonista em Vozes Inarticuladas
a que se obrigam a dor e a paixão, de Airton Tomazzoni, em 1997. Na
televisão fez o clip de abertura do programa Papos e Pratos, da Rede
Bandeirantes e um quadro no programa Casseta & Planeta Urgente, da
Rede Globo, no ar em 21.07.1992. Indicações e prêmios: indicada por
todas as suas atuações para os prêmios Quero-Quero, ZH e Açorianos de Teatro, foi
contemplada com esse último na categoria de Melhor Atriz 1990 pela sua
atuação em Os Mistérios do Sexo. Após anos de atuação na área da gestão
corporativa, da percussão e do canto, retorna ao teatro como atriz e produtora
no projeto de Paisagem Marinha de Edward Albee, com a direção de Régius Brandão.
Lu Panisson há 30 anos atua como criadora, produtora e educadora nos segmentos da cultura e educação. É graduada em Licenciatura em Artes Cênicas e Mestra em Processos de Criação pelo PPGAC/UFRGS, com a pesquisa A Poética do Sensorial: procedimentos de criação da cena imagética. Na sua formação complementar tem a dança, as artes visuais, a literatura e a astrologia como áreas de interesse. Como performer investiga o espaço relacional a partir de dispositivos sensoriais, e teve sua videoperformance DENTRO contemplada em 2020 no edital Arte como Respiro do Itaú Cultural. Ao longo de sua trajetória atuou em espetáculos de teatro e dança, entre os quais destaca: Pontilhados do Grupo Experimental de dança do Recife, direção de Mônica Lira, ILHA e a intervenção urbana PlastiCidade, do coletivo Ecopoética, Pé de Sapato de Hermes Bernardi Jr. - indicada ao Prêmio Tibicuera de Melhor atriz, Mulher no Palco e Travessias - indicada ao Prêmio Açorianos de Melhor Atriz - direção de Ligia Riggo, Os Crimes da Rua do Arvoredo e O Boi dos Chifres de Ouro de Camilo de Lélis, Miguel Pampa, texto de Carlos Nejar e direção de Paulo Oliveira, Meu Guri de Zeno Wilde e dir. de Ieda Dihl. Como coreografa assinou: Do outro lado da cerca direção de Fernando Ochoa, A Vaquinha Lelé e O Sítio do Pica-pau Amarelo direção de Marino Ortiz, Jacobina, uma balada para o Cristo Mulher de Camilo de Lélis e O Fantasminha da Ópera com sua direção. No Coletivo Das Flor, coordena as Oficinas de Artes Integradas destinadas a atores e não-atores, fez a curadoria das Instalações Performáticas Casulo de Brinquedos e Umbigo do Mundo de Margarida Rache, Objeto-Dobras da Minha À Tua Ação de Álvaro Vilaverde e Mergulho em si de sua própria autoria, que estiverem por dois meses de 2017 na galeria do Centro Histórico e Cultural Santa Casa de Misericórdia. Dirigiu e roterizou o filme Sobre Marias e Terezas, e os espetáculos Lombay, uma fábula urbana, Das Flor, Mergulho, Kraft – oficina performática e os dois solos da atriz Eveliana Marques Ekin: Estrela d’Alva e Vai Passar, neste último inaugura sua investigação na linguagem virtual. Assinou a produção de elenco da série Elvis e o Cometa, com direção de Gustavo Tissot, para a TV Brasil. Ao lado da diretora e atriz Júlia Ludwig, da Cia. Circular, assina a dramaturgia e direção das ações do projeto Bendita Sois Voz, que compreende ações de fortalecimento da voz e do trabalho feminino, a partir de oficinas de dramaturgia pessoal, da composição de episódios de rádio-teatro /podcasts sobre a vida de mulheres que protagonizaram ações expressivas em suas comunidades. Suas vivências no processo educacional são como professora de Dança, Expressão Corporal e Teatro na rede pública e privada, professora na Pós-graduação em Artes Cênicas da Faculdade Censupeg, no Curso de Teatro Autônomo do Coletivo Das Flor e no projeto Ser Humano Surf. Ao longo dos últimos 20 anos, vem desenvolvendo, em parceria com outros artistas, projetos que visam a formação de público no âmbito das Artes Cênicas. Entre os projetos destacam-se Projeto Cena em Construção, Projeto Experimentos, Palco Farroupilha e Arte À La Carte.
Link portfólio visual:
https://www.youtube.com/watch?v=zE6DNLtMbYI&t=155s
Dejayr Ferreira é Bacharel em Interpretação Teatral – UFRGS – 1994. Iniciou a carreira de ator em 1985, na cidade de Porto Alegre/RS. Trabalhou com diretores renomados da Cena Gaúcha: Nestor Monastério, Dilmar Messias, Camilo de Lélis, Airton de Oliveira, Ronald Radde e Gilberto Icle, entre outros. Participou de oficinas com Luis Artur Nunes, Augusto Boal, Stefan Otteni, Ana Elvira Woo, David Climent, Pablo Molinero, Miguel Pitier e Paulo Merisio. UBU-REI (1987), MEDÉIA (1992), OS CRIMES DA RUA DO ARVOREDO (1999), OS RATOS (2000), ARI AREIA, UM GRÃOZINHO APAIXONADO (2003), ENTRE QUATRO PAREDES (2015), OS BACHARÉIS (2015), O GATO DE BOTAS E BOMBACHAS (2019), são alguns dos principais espetáculos que participou como ator. Em 1988 e 1989, integrou a equipe de trabalho do PORTO ALEGRE EM CENA, o maior evento teatral da capital gaúcha. Em 2017 participou do 45° FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa/PR, como curador e avaliador. Em 2019 foi avaliador do 3° CENA LIVRE – Festival Internacional de Teatro Uruguaianense. Participou de curtas metragens para cinema e tv: O ZEPPELIN PASSOU POR AQUI (1993), direção de Sérgio Silva; A MATADEIRA (1994), direção de Jorge Furtado; A OITAVA (2006), direção de Saturnino Rocha, para RBS TV. Prêmios: Prêmio Tibicuera Melhor Ator Coadjuvante 2019 (Prefeitura de Porto Alegre/RS),
Troféu Tibicuera
Melhor Ator Coadjuvante 2003 (Prefeitura de Porto Alegre/RS), Troféu
Quero-Quero Melhor Ator 1991 (SATED/RS).
JOÃO
PEDRO GIL graduado em Arte Dramática e Comunicação
Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Educação pela
Universidade Federal de Santa Maria e doutor em Educação pela Universidade
Estadual de Campinas e Universidade Federal de Santa Maria (1999), atua em
artes cênicas e audiovisuais desde 1974, conquistando premiações como
diretor de teatro em Porto Alegre – Prêmio Tibicuera, 1982; IV Festival de
Teatro de Pelotas, 1988 e IV Fenarte, em Salvador. Atualmente é professor
aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi coordenador
da Comissão de Graduação em Arte Dramática (2004-2006), chefe do Departamento
de Arte Dramática (2008-2012) e coordenador do Programa de Pós-Graduação em
Artes Cênicas (2013-2014), onde está atuando como orientador e professor
convidado. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Permanente,
atuando principalmente nos seguintes temas: teatro, comunicação e artes
cênicas.
As suas peças, de carácter psicológico, analisam e desmascaram as crises do homem e da sociedade actual. Viveu em meio a uma família rica que estava envolvida na gerência do teatro de Vaudeville, a sua casa era freqüentada pelos performers aposentados. Ele era adotado e nunca se sentiu confortável com os pais adotivos. Na sua opinião, seus pais o mandaram para a escola para não tê-lo ao redor. Era interessado nas artes, descobrindo a poesia quando tinha nove anos. Lembra-se de ter sido advertido por ter pego emprestado um livro da biblioteca da família.
O fato de ser adotado não causou um tipo de obrigação aos pais. Ele não se relacionava com eles, tinha um tipo de objetividade sobre a relação inteira. Em O Jardim zoológico uma personagem fala "Eu sou um visitante permanente. Minha casa são os alojamentos doentes do Lado Ocidental Superior da cidade de Nova Iorque, que é a maior cidade no mundo. Amém!"
Aos treze anos foi para Greenwich Village, que para ele era aonde todas as pessoas interessantes iam. Ele completou sua educação visitando os grandes pintores abstratos e expressionistas, e ouvindo toda música contemporânea e espetáculos da Broadway, sem falar nos livros e a convivência com os escritores.
A sua primeira peça foi feita em duas semanas. Chamou a história do jardim zoológico. Acreditou que era uma boa peça e que todas as influências tinham sido postas de lado.
Albee diz que escreve suas peças com aquilo que tem na cabeça, bem simples, bem fácil e verdadeiro. "Eu não sou um dramaturgo didático que fala, “Eu preciso escrever uma peça a respeito de..." e daí escolhe as personagens", ele que ouvir as personagens, conhecê-las, colocá-las em ação.
A fonte de inspiração desta nas idéias é o que vem à mente e fica na cabeça.
O papel do dramaturgo na sociedade no sentido de instruir às pessoas um pouco mais a respeito de suas responsabilidades e consciência. Mas todos nós escrevemos porque não gostamos do que vemos, e nos gostaríamos que as pessoas fossem melhores e diferentes.
Ele acredita que algumas das suas melhores peças foram as menos populares e por isto não pode nunca deixar de acreditar no seu talento.
Se você escreve com aquilo que tem em mente e com talento, o público prestará atenção e aprenderá alguma coisa. Sem a preocupação de fazer algo impopular, de simplificar ou tornar mais complexo.
Albee não costuma reescrever as peças porque a criatividade está no inconsciente, as suas peças já estão determinadas muito antes dele tomar conhecimento delas, assim como se as personagens escrevessem a peça para ele.Não há uma imposição, ele as deixa pensar e falar o que querem e se transformar numa peça.
Albee prefere pequenas audiências, quanto menor o teatro, mais atenta esta a audiência, e quanto mais jovens, mais inteligentes.
Toda arte deve ter sua utilidade, se é meramente decorativa ou escapista, é perda de tempo. Você escreve para tentar fazer com que as pessoas acreditem naquilo que você quer que elas acreditem. Esta utilidade está ligada à consciência. Ela deve nos engajar numa reflexão e reavaliação dos nossos valores para encontrar aquela coisa que nós estivemos acreditando pelos últimos 20 anos se ainda tem alguma validade, a arte nos ajuda a entender as mudanças de valores. Se nós paramos de explorar as possibilidades da nossa mente, então nós ficamos dormindo. Assim como a arte africana que é utilitária, feita para fins religiosos para a dança.
Os valores estão na luta contra as forces da escuridão que ameaçam a democracia. Manter acordado ao fato que a democracia demanda voto informado e ela é frágil.
A arte é fundamentalmente política no senso filosófico. Albee acredita que exista uma mensagem na sua arte, que as pessoas só vivem uma vez, e o que poderia ser pior do que chegar ao final e perceber que não havia vivido.
Um livro, uma peça, uma pintura, uma música deve expandir os horizontes, fazer pensar diferente, pensar com maior vigor, numa experiência útil, senão foi apenas perda de tempo. A sua maior preocupação com os rumos da America no início do século XXI está nos perigos contra a democracia devido a um eleitorado que vota de uma maneira tão mesquinha. Muitos dos votos não se preocupam com a maioria da sociedade.São mesquinhos e isto pode matar a democracia muito rapidamente. A forma de Albee para contribuir para que isto não aconteça está em persuadir as pessoas a se manterem atentas, viver uma vida de completude, não se vender, não se comprometer , encorajando-as a fazer isto, então restará a esperança.
Para as gerações de escritores deixa o recado de que busquem na própria mente e imaginem o que querem fazer com a vida, de uma forma real, e que percebam quem realmente são. Que não percam tempo fazendo algo que os aborreça, o que sintam que é fútil ou perda de tempo. É a sua vida, o seu bem mais importante, utilize da melhor forma. "Utilidade" é a coisa mais importante. A vida deve ser usada de uma forma útil, e não ser mesquinha.
Obras
- The Zoo-Story (1959)
- Who's Afraid of Virginia Woolf (1962)
- The Death of Bessie Smith (1959)
- The Sandbox (teatro) (1959)
- Fam and Yam (1959)
- The American Dream (teatro) (1960)
- The Ballad of the Sad Cafe (1963) (adaptado da novela de Carson McCullers)
- Tiny Alice (1964)
- Malcolm (teatro) (1965) (adaptado da novela de James Purdy)
- Equilíbro instável - no original A Delicate Balance (1966)
- Breakfast at Tiffany's (musical) (1966)
- Everything in the Garden (1967) (adaptado da peça do dramaturgo inglês Giles Cooper)
- Box (teatro) e Quotations From Chairman Mao Tse-Tung (1968)
- Sandbox (teatro) (1968)
- All Over (1971)
- Seascape (teatro) (1974)
- Listening (teatro) (1975)
- Counting the Ways (1976)
- The Lady From Dubuque (1977-79)
- Lolita (adaptado da novela de Vladimir Nabokov)
- The Man Who Had Three Arms (1981)
- Finding the Sun (1982)
- Marriage Play (1986-87)
- Três Mulheres Altas - no original Three Tall Women (1990-91)
- The Lorca Play (1992)
- Fragments (1993)
- The Play About the Baby (1996)
- The Goat or Who is Sylvia? (2000, Prémio Tony Award para Melhor Peça)
- Occupant (play)|Occupant (2001)
- Peter & Jerry (Acto Um: Homelife. Acto Dois: The Zoo Story) (2004)
- Me, Myself & I (em progresso)
CENÁRIO
Marco Fronckowiak
FIGURINO
Cesar Terres
ILUMINAÇÃO
Carlos Azevedo
Exposições: Exposições coletivas junto ao grupo Bando De Barro, Grupo de artistas plásticos Ceramistas que tem se
dedicado a fazer inserções coletivas nos circuitos de Artes Plásticas desde a
sua criação: Essa Poa é Boa - Caxias do Sul e Fundação Ecarta. Atividade
docente: professor Adjunto na UFRGS Departamento de Arte Dramática
Ministrando as Cadeiras de Linguagem Visual do Teatro, Iluminação e Fundamentos
da Cenografia e Indumentária - Período 2008 / 2010. Professor no Curso de Pós-Graduação
– Cenografia para o Departamento de Arquitetura da Faculdade Uniritter Porto
Alegre.
CESAR TERRES se dedica ao teatro como ator e figurinista desde 1990. Entre os seus principais na criação de figurinos destacam-se:
“Os mistérios do sexo” – teatro, figurino – Direção Toninho
Vaconcelos – 1990; “História de quebra-cabeça” – teatro, figurino – Direção
Airton Tomazzoni – 1991; “O julgamento de Groel Vallack” – teatro, figurino –
Direção João Castro Lima – 1991; “Dona Otília lamenta muito” – teatro, figurino
– Direção Mauro Soares – 1993; “Hotel calibre 38” – teatro, figurino – Direção
Paulo Romera – 1993; “A sombra e a luz são vultos” – teatro, figurino – Direção
Paulo Oliveira – 1994 - Melhor figurino teatro Ijuí; “Roda roda
humanidade” – dança teatro, figurino
– Direção Ricardo Leon – 1994; “Transegun” – teatro, figurino – Direção
Jessé Oliveira - 1995; “A vaquinha
Leitoca” – Teatro , figurino – Direção Marino Ortiz – 1996; “Miguel Pampa” –
teatro, figurino – Direção Paulo Oliveira – 1996; “A roupa nova do rei” – teatro, figurino - Prêmio Tibicuera de teatro infantil melhor figurino,
Direção Jessé Oliveira. 1997; “Zaratustra” – teatro, figurino – Direção
Neusinha Rocha – 1997; “Vozes inarticuladas a que se obriga a dor ou o prazer”
– dança teatro – figurino – Direção Airton Tomazzoni 1997; “As maracutaias do
Dr. Galant” – teatro, figurino – 1997; “Cara queimada” – teatro, figurino –
Direção Arlete Cunha – 1998; “Biodance”
– dança, figurino – Direção Christiane Prange – 1998; “O equilibrista” –
teatro, figurino – Direção Gina Torcchetto – 1999; “Ulisses” – Teatro, figurino
– Direção Paulo Oliveira – 2000. Atuou
também na Escola de Samba S.R.C Embaixadores do Ritmo – como Carnavalesco
– Pres. Adolfo Giró – 1997, 1998, 1999. "Espetáculos de final de ano"
- Dança/teatro - figurinos - De 2002 a 2018. No cinema assinou o
figurino do curta metragem "Em nome do pai" - Direção Diego Muller -
2021.
CARLOS AZEVEDO em 1984 ilumina seu primeiro espetáculo, chamado “Sob o signo do Unicórnio” com Direção de Camilo de Lélis , montado pelo lendário grupo FA-CE & CARRETOS, do qual é fundador, e inicia uma carreira paralela ao trabalho de ator, na qual ilumina (Cria a luz) para espetáculos como: Risco, Arisco e Corisco, Superbruxa, Lili inventa o Mundo, Peter Pan, Mogli, Aladim, Família Monstro...entre os infantis e Macário, Dois Perdidos numa Noite Suja, Mehrda Presidentas, O Estranho Sr. Paulo, A Bota e a sua Meia, O Mal Entendido entre algumas adultas. Prêmios: Tibicuera e Quero-Quero nos anos de 1993 e 1994, Melhor Iluminação do VII Festival Internacional de Pelotas (no qual levou o prêmio de melhor ator por Macário), Melhor Iluminação do Festival Iznard Azevedo de 1998, Prêmio Açorianos de Melhor Iluminação 2015, e outros. Paralelo ao teatro, ilumina dança e música já tendo trabalhado com Produto Nacional, Felipe Azevedo, Carne de Panela, “O Maestro, o Malandro e o Poeta”, Apocalipse, Vocal Mandralis entre outros. Como operador de Luz: Já operou mais de 70 trabalhos de temporada como: Medeia, Antigona, Heldenplatz, MacBeth, Hamlet, A Megera Domada etc. Ministra Oficinas regulares de Iluminação (Casa Baka- 1995, APCEF-2001, Cia de Arte-2005, Instituto Cultural Norte Americano- 2011, Teatro Carlos Carvalho-2012) ; participa como consultor em diversos projetos, é contratado pela prefeitura de POA para dar assistência técnica nos teatros municipais, já administrou técnicamente os teatros do IPE e do Instituto Cultural Norte-Americano , participa do POA em Cena como produtor de palco e técnico há 27 anos e trabalhou na Coordenação Técnica do Palco Giratório SESC.
Joice de Brito e Cunha, graduou-se como professora de inglês
pela PUCRS em 1972. Lecionou no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano
por mais de 30 anos, onde também foi
coordenadora pedagógica dos cursos de adolescentes. Ali também fundou o DRAMA CLUB
em 1989 (Clube de Teatro onde os alunos faziam oficinas de teatro em inglês e
atuavam em peças teatrais).
Trabalha profissionalmente com Teatro desde 1970como atriz e
diretora teatral. Participou de 20 peças teatrais como atriz ou diretora e
dirigiu 15 peças em inglês no ICBNA. Tem ministrado “workshops” sobre o Uso de
Técnicas de Teatro no Ensino de Inglês e como Ferramenta de Crescimento Pessoal
em diversos Seminários e Congressos no Brasil e também, na Argentina, Uruguai e
em Indiana, Estados Unidos.
Recebeu dois prêmios: um de poesia em 1978, “Apesul
Revelação Literária” e outro, o Troféu “Tibicuera” como melhor atriz de teatro
infantil em 1980.
É também “bonequeira” e trabalhou em programas infantis em
duas estações de TV locais, TV Guaíba, programa Firulim e TV E, programa
Pandorga. Nessa ocasião criou a sua personagem VOVÓ CHIMIA, com a qual tem um
canal no youtube para crianças e adultos.
Em 1997, fez um curso de aperfeiçoamento para professores em
Cambridge, Inglaterra, sobre “Programação Neurolinguística e o Cérebro
Criativo”. É também “Master Practitioner” em Programação Neurolinguística pelo
Centro Sul-Brasileiro de Neurolinguística.
Em 2004, por ocasião
do seu projeto: “DRAMA IN LANGUAGE TEACHING AND AS A TOOL FOR PERSONAL GROWTH”
(O TEATRO NO ENSINO DE LÍNGUAS E COMO FERRAMENTA DE CRESCIMENTO PESSOAL),
proferiu palestras e aulas em várias instituições educacionais, algumas delas
ligadas ao ensino de Artes para o desenvolvimento de pessoas com necessidades
especiais em Indiana, EUA. (Projeto em parceria com os COMPANHEIROS DAS
AMERICAS E ICBNA).
Em 2006, foi novamente a Indiana, Estados Unidos, com um grupo de alunas do DRAMA CLUB, apresentar uma peça em inglês para adolescentes, também um projeto com os COMPANHEIROS DAS AMERICAS. Apresentaram-se em 8 escolas, 2 universidades e 2 centros comunitários.
Foi intérprete em dois Congressos de Fisioterapia e Traumatologia e também em um curso de Coaching.Tem feito traduções de trabalhos Acadêmicos e também de contos e crônicas para a Revista El Judio.
É também dramaturga, tendo
sua peça infanto-juvenil “HÁ ALGO DE NOVO NO REINO DO GALINHEIRO”, registrada
na Associação Brasileira de Autores Teatrais e referenciada no livro
“DICIONÁRIO DE AUTORES DA LITERATURA DRAMÁTICA DO RIO GRANDE DO SUL” de Antenor
Fischer.













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